Curso prepara profissionais para exame físico nutricional

Profissionais e estudantes da área da saúde terão a oportunidade de aprender mais sobre a prática do exame físico usado na avaliação nutricional de pacientes. No dia 10 de julho, terá início o curso “Exame Físico e Métodos Integrados de Avaliação Nutricional. Oferecido pelo Instituto Cristina Martins de Educação em Saúde, o curso será online e acontecerá até o dia 10 de agosto.

Durante um mês, nutricionistas, médicos, enfermeiros e acadêmicos serão melhor capacitados para realizar, devidamente, algumas práticas que fazem parte do dia-a-dia de  profissionais da saúde. Na ocasião, os participantes receberão informações sobre como aplicar as principais ferramentas e métodos utilizados na avaliação nutricional dos indivíduos.

Segundo a diretora do Instituto, Cristina Martins, os vários métodos devem ser aplicados de maneira integrada para garantir uma avaliação mais completa do paciente. “É importante o profissional conhecer muito bem todas essas técnicas e saber usá-las diariamente. O conhecimento e a prática correta delas possibilitam uma avaliação nutricional subjetiva de forma mais ampla e sistematizada. Por isso, o curso apresenta, de maneira detalhada e aprofundada, cada parte que faz a diferença para que um exame físico nutricional seja completo e eficaz”, afirmou.

De acordo com a programação do curso, os alunos aprenderão a realizar o exame físico nutricional dos tecidos de proliferação rápida, como pele, cabelos, unhas e mucosas. Além disso, terão a chance de conhecer mais sobre o exame físico nutricional das massas corporais magras e gordas, como também, da condição de hidratação.

“É de extrema importância o profissional reconhecer as características físicas nutricionais de um paciente. Esse estado pode fazer toda a diferença num tratamento. Por isso, o profissional precisa  saber examinar o  indivíduo para fazer essa checagem. Ou seja, ele precisa estar familiarizado com técnicas e métodos que, de forma clara, rápida e objetiva, dão respostas exatas sobre a situação nutricional de um paciente”, disse.

Riscos – A falta de conhecimento sobre como realizar um exame físico e aplicar os métodos integrados de avaliação integral, como a Avaliação Subjetiva Global, suas derivações, a Miniavaliação Nutricional, entre outros, pode dificultar o diagnóstico adequado e precoce do paciente.
    
“As características físicas de um pessoa podem refletir vários problemas nutricionais. Por isso, sua detecção precoce é importante para o tratamento imediato. Além disso, por ser um método subjetivo, que depende só do treinamento e preparo do avaliador, o exame físico é uma ferramenta de baixo custo. Para realizá-lo, não há necessidade de equipamentos caros e sofisticados”, comentou Martins.

Para a tutora especialista do Instituto, nutricionista Karla Doria, são vários os  riscos causados pela falta de preparo. Além disso,  o exame físico é essencial para que o profissional possa determinar sua conduta futura.

“Ao apalpar um abdômen, por exemplo, o profissional precisa saber diferenciar o que é uma ascite, ou seja, o acúmulo de líquido nessa parte do corpo, uma distensão abdominal ou a presença de conteúdo fecal. São coisas diferentes que precisam ser consideradas para o sucesso de uma avaliação nutricional”, afirmou.

Doria lembrou que, quando o volume no abdômen é grande, pode ser facilmente determinado. “A dúvida pode ocorrer quando esse volume é imperceptível a olho nu. Nesse caso, se não for feito o exame físico correto, um problema pode ser ignorado e, com isso, tornar-se mais grave. Já que uma conclusão errada afeta negativamente uma avaliação nutricional”, concluiu.

Por André Franco 

 

 


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